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DODO Publicações

16 páginas

2017


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16 páginas
10×15 cm, 2016.
Serigrafia, tipografia, xerox, xilogravura, letraset, nanquim, hidrográfica, tinta acrílica, aquarela, carimbo, stencil & adesivo.


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Zine Fotomontagens de Jorge de Lima

24 páginas

DODO Publicações & Edições Catador

2016.

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Feira URCA II no Ateliê da Imagem.

Sábado 02 de Julho- 12:00 às 19:00 h.

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Nos dias 25 & 26 de Junho estaremos participando da Cápsula Gráfica no Mercado Mundo Mix, na FundiçãoProgresso, rua dos Arcos, 24 Lapa.

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Em 1904 James Ensor publicou um álbum de gravuras intitulado Les sept péchs capitaux ( Os sete pecados capitais) em sua cidade natal, Ostend, Bélgica. O prefácio foi escrito por um grande amigo seu, Eugene Demolder, autor da primeira biografia de Ensor. Além da representação de cada pecado capital, o álbum contém um frontispício, A morte Domina os Pecados Capitais (nesta publicação utilizado como capa).

A série de gravuras não foi criada de uma só vez. A Luxúria foi a primeira a ser feita em 1888. Até aquele momento não havia indícios de que Ensor planejasse ilustrar os outros pecados capitais. Dizem que por sugestão de Eugene Demolder, Ensor completou a série anos depois, entre 1902 e 1904. O álbum foi provavelmente impresso por Jean-Baptiste Campenhout e teve uma tiragem estimada entre 50 e 100 exemplares, dos quais 20 foram coloridos a mão por Ensor.

As reproduções das gravuras desta publicação foram feitas a partir do catálogo/livro James Ensor, um visionário em preto-e-branco, FAAP, São Paulo, 2005.


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Terceiro zine da série. Compilação de fotos inusitadas, inspiradoras, loucas e (de vez em quando) assustadoras.

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O Cuzinho Experimental, um selo que é uma orgia entre Cozinha Experimental, Presença e Dodo, lança mais uma publicação excitante. Se lambuzem!

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Zines Marzipan nº 01 & 02

Serigrafia e fotocópia

Autor: William Galdino


fotos por Germano Alberto


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Capafrente

Capatrás

Este disco é uma preciosidade de nossa coleção e um marco da música independente curitibana. Pra ser sincero, não sei muito sobre a cena da música curitibana do início dos anos 2000, mas este disco marcou minha vida e de vários amigos que também tiveram a chance de conhecer um dos trabalhos sonoros mais inovadores e livres que o planeta pôde proporcionar. Desta época eu gostava muito do Malditos Ácaros do Microcosmos, que cheguei a entrevistar até (me disseram até que é a mesma galera do Malditos Ácaros que fez o Vitoriamário, mas essas hipóteses ficarão para o final do texto).

Em 2001 eu só achava zines em 3 lugares em Curitiba. Na Itiban, na Gibiteca e na Barulho Records. Esta última era uma loja de discos no Shopping Omar, na Vicente Machado. Lá você podia encontrar as demos e discos de bandas independentes de Curitiba e de outros lugares, assim como uns zines de vez em quando. Enquanto na Itiban e na Gibiteca os zines eram quase que exclusivamente de quadrinhos, na Barulho você encontrava publicações da cena de música independente e outras coisas (consegui zines lá que vivem no meu coração até hoje, como o Intestino Tom, que era de um cara de Joinvile eu acho, mas que não é o tema hoje, mas que está disponível para download aqui no Acervo#1). Eu estudava lá na sete de setembro nesta época e ía a pé até o Omar pra dar uma olhada no que tinha de novo na Barulho (inclusive eu deixava uns zines meus num envelope pra um cara que pegava e deixava os dele lá pra mim. Esqueci o nome dele, nunca nos conhecemos pessoalmente). Cheguei lá e olhando na parte de discos independentes e demos achei esta capa feita de papelão de caixa, grampeado, carimbado, cola colorida, com um papel preso com bandeide e um cd gravado em casa embalado num papel A4 com um manifesto escrito. Demais! eu pensei e custava apenas 6,50 (na época os CDs das bandas custavam em média 10 reais e as fitinhas saiam por 5). Posso dizer que foi amor a primeira vista, já que nem quis escutar o disco, só a embalagem grotesca, no melhor espírito fanzínico me conquistou e eu pensei, mesmo que seja uma merda, esta capinha já vale o preço.

Saí do Omar e voltei para o colégio. Na época tinha um discman com antishock system (alguém lembra disso? Mp3 players só alguns anos mais tarde), o que me permitia escutar música enquanto andava. Coloquei o cd e foi uma porrada, uma confusão, um delírio, deleite, sei lá o que passou pela minha cabeça, mas foi fatal. Era uma das coisas mais estranhas, espontâneas, fodas que já tinha ouvido, um zine sonoro, um disco dadaísta, até hoje não sei como classificar, mas escutei estes disco muitas vezes pelos 5 anos seguintes. Na época pensei em fazer uma banda no mesmo estilo, queria fazer colagens sonoras, achei a coisa toda tão incrível que queria ser parte daquilo, ou fazer algo do tipo, sei lá. Delirei muito, nunca gravei nada, mas inventei bandas e colagens sonoras na cabeça, falei muito sobre isso com amigos e pessoas aleatórias e comecei a tentar descobrir quem eram essas pessoas do Vitoriamário.

Nunca consegui informações, apenas boatos, comentários, fulano que conhecia beltrano que conhecia os caras do disco que falou que disse que não sei o que. Uma das hipóteses é que era um projeto paralelo dos caras do Malditos Ácaros do Microcosmos, ou de alguns deles. Outra história que escutei é que essa galera tinha vários projetos experimentais e acabaram indo morar numa comunidade alternativa não sei onde. Alguns ainda afirmaram que essa comunidade era uma ilha e que esse pessoal do VitoriaMario eram  anarquistas. Também me falaram que foi dois caras na casa de um deles num final de semana sem nada para fazer. Bem, não me lembro de mais nenhuma pista. Acredito em todas as hipóteses ao mesmo tempo.

(Quero aprofundar esta investigação, quem tiver alguma pista por favor entrar em contato. Quero fazer um documentário sobre este disco!)

O disco ficou numa gaveta na casa da minha mãe quando vim pro Rio de Janeiro e só agora, quase seis anos depois de chegar aqui, lembrei dele numa conversa com o Julian. Busquei o disco em Curitiba. É com muita satisfação que disponibilizamos uma das obras mais influentes em minha vida, um dilatador mental sonoro, um dos pais espirituais da Dodo Publicações, o que talvez a música (será???) contemporânea curitibana tenha feito de melhor no início do século XXI.

Divirtam-se aqui.

 

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