Graças ao comentário do Raphael, descobri que o arquivo do provos ficou muito grande mesmo (valeu Raphael!). Estou tentando novamente, mas agora em três partes. Acredito que com arquivos menores dê certo. Avisem se algo sair errado de novo.
O Marcelo pediu pra eu escanear este livro pra ele e aproveito pra colocar aqui. É muito divertido, inspirador, legal de ler. Enfim, é tesão pra caralho!!!
p.s.: pedimos desculpas pelo arquivo ter ficado meio pesado.
XUPAXU (CHUPA-SHOE) [1994]
Eu conheço um cara
que trampa de engraxate,
só que ele tem tara
na bota de combate.
Não usa flanela,
não lustra nem escova,
só passa a língua nela,
mas deixa que nem nova.
Tá doido! Que serviço asqueroso!
É lógico que esse é um trabalho para o Glauco Mattoso!
Se não tiver bute,
serve até sapato.
Pode ser quichute
que ele dá um trato.
Tenha bico fino
ou venha com poeira,
serve até menino
na base da zoeira.
Pisante de calouro
ou de veterano,
ele lambe o couro
até ficar brilhano (brilhando).
Limpa cano alto,
limpa até por baixo,
tira pó do salto,
tem língua de capacho.
Tira pó da beira,
tira pó da sola.
Se grudou sujeira,
na hora ele descola.
Ele não é bicha,
nem punk, nem de circo,
mas como ele capricha
quando abocanha o bico!
Tênis de bandido,
chanca de zagueiro,
tudo encardido,
soltando aquele cheiro;
o cara esfrega a baba,
você nem imagina;
depois que ele acaba,
fez a maior faxina.
Estamos disponibilizando o impressionante zine do poeta Glauco Mattoso, o Jornal Dobrabil, publicado ao longo de quatro anos no fim dos anos 70. A publicação é inteira datilografada, um trabalho realmente impressionante. Quanto a sua concepção temática, o autor mesmo declara que tinha “uma proposta estética que credenciava meu trabalho, a COPROFAGIA. Fiz a apologia da merda em prosa & verso, de cabo a rabo. Na prática eu queria dizer pra mim mesmo e pros outros: ‘Se no meio dos poucos bons tem tanta gente fazendo merda e se autopromovendo ou sendo promovida, por que eu não posso fazer a dita propriamente dita e justificá-la?’.
Agradeço ao João, que tinha a compilação em casa e me emprestou pra tirar xérox. Valeu João! Também aproveito pra pedir desculpas por algumas páginas estarem meio falhadas, mas é que o xérox ficou ruim.
Segue o jornal dobrabil em duas partes, por conta do tamanho do arquivo:
baixe aqui jornal dobrabil parte1
baixe aqui jornal dobrabil parte2
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DE DUVIDA [1976] "and there are no truths outside The Gates of Eden." (Dylan) o dedo a forma o dedo mas a forma o débil dedo mas a fóssil forma o sim do débil dedo mas o não da fóssil forma da forma o não do dedo do dedo o sim da forma o sim o não o deformado deforma o centro o dedo, embora a fóssil forma morre do lado de fora e o débil dedo vive do lado de dentro das Paredes do Crânio a vida a grade a vida mas a grade a vígil vida mas a grácil grade o sim da vígil vida mas o não da grácil grade da grade o não da vida da vida o sim da grade o sim o não a gravidade gravita o centro a vida, embora a grácil grade morre do lado de fora e a vígil vida vive do lado de dentro das Paredes do Crânio o dedo a vida a forma a grade a livre prisioneira a presa liberdade o circunscrito centro onivolente, embora a realidade morre do lado de fora mas a verdade vive do lado de dentro das Paredes do Crânio
Para nós que somos loucos por publicações, segue um pdf q achei na internet faz um tempo, não lembro bem onde, num blog espanhol se não me engano. É um catálogo de uma exposição de revistas independentes de arquitetura e urbanismo dos anos 60 e 70. As revistas têm apenas sua capa apresentada e um pequeno texto comentando, mas já é legal pra caramba.
(engraçado que para mim, as vezes, o prazer de apreciar capas supera a apreciação da revista como um todo. Um pouco porque normalmente (isto é, em catálogos ou livros sobre revistas) nós só temos acesso as capas das revistas antigas ou famosas, mas tb porque a capa funciona como um rosto interessante, que nos faz imaginar os segredos que ele esconde, nos dando uma curiosidade infinita que dificilmente será saciada e que, por conta disso, nos faz imaginar mais ainda e então voltamos a essas capas, sempre olhando o impenetrável, a capa de um mistério editorial que jamais será desvendado)
Livro escrito por Wilhelm Reich em 46 e publicado em 1947, Escute Zé-ninguém é diferente dos seus outros livros, não é um estudo propriamente dito, mas uma tentativa de fazer as pessoas perceberem que são livres e se responsabilizem por isso. Esta edição é genialmente ilustrada por William Steig, cartunista e escritor de histórias infantis americano (curiosidade: foi esse cara quem criou o personagem Schrek dos desenhos da dreamworks).
BAIXE AQUI ESCUTE ZÉ-NINGUÉM DE WILHELM REICH
“Os livros não existem para tornar mais dependentes ainda pessoas já de si tão dependentes. Muito menos existem eles para dar a homens de si inaptos para viver uma mera ilusão ou sucedâneo de vida. Ao contrário. Os livros só têm valor quando nos estimulam a viver, quando servem à vida e lhe são úteis. Desperdiçada é toda hora de leitura da qual não resulte para o leitor uma centelha de energia, uma impressão de rejuvenescimento, um sopro de novidade e de viço.”
– Herman Hesse
Série de zines publicados pelo Ganço nos idos de 2001 ou 2002, não me lembro bem. Muito bons, comprei ao longo dos meses na Itiban.
Zine editado pelo Pietro Luigi, lá de Londrina. Amigo e colaborador do Arrotinhos Curry. Ele me mandou gentilmente as versões em pdf das edições 2 e 3 do zine, que estamos colocando aqui no site. Se quiserem a versão impressa destes zines podem entrar em contato com ele, que acho q ainda rola.




























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